terça-feira, 21 de abril de 2009

Minha Experiência na Prada


Quando estive em NY, em fevereiro, passei por várias experiências bem interessantes. Do frio nova iorquino em pleno carnaval a encontros pra lá de casuais e inesperados com amigos queridos. E foi num desses momentos em que, caminhando pelo Soho, a namorada de um amigo meu - ela mora lá há uns 13 anos - disse que tínhamos que conhecer a loja da Prada. Que só o design da loja já valia a visita. Bueno, fomos pra lá.

Alguns quarteirões depois da estação de metrô, dobra aqui, vira ali, direita, esquerda, chegamos. Eu nervosa, claro, e no maior style "botei tudo o que eu tinha na mala, porque estou morrendo de frio" entrei na loja maravilhada, pois da vitrine já senti o que estava por vir. Manequins vendadas, todas vestidas com peças brancas. Era quase um "cabra cega" de manequins.

Já dentro do Império Prada dei um giro de 360 graus. Não sabia pra onde olhar. Os olhos não fixavam em ponto algum.

O segurança/porteiro da loja nos deu aquele olhar nada 43, meio que analisando o nosso style - ou melhor, o meu. Daí, cheia das boas intenções e na maior cara de pau saquei a minha supercâmera fotográfica pra registrar o design da loja para ter como referência para futuros trabalhos. No mesmo momento o tal segurança/porteiro me fez uma cara feia e largou um nada amigável "Lady, no pictures". E eu pensei: "Shit!!"

Bom, como sou um pouco tímida, guardei a querida Canon - a câmera - e dei uma banda pela loja. É grande, espaçosa, um luxo em cada metro quadrado. Uma grande escada liga a entrada ao

fundo da loja. No andar de baixo é o setor masculino chiquérrimo. Ao fundo vestidos e mais vestidos de festa. Manequins em posições diferentes daquelas que estamos acostumados a ver pelas vitrines daqui. Iluminação especial, tv de plasma com o desfile da marca. Tudo lindo.
Obviamente que não me aguentei e cliquei essas três fotos que ilustram esse post.
Na hora de ir embora, cruzei novamente com o tal segurança/porteiro. Ele com aquela cara feia. Os vendedores conversando entre si no maior clima happy hour. E foi só me aproximar mais da porta de saída, satisfeita com as minhas fotinhos, que dei de cara com a estante de óculos. Um mais lindo do que o outro. E foi assim, de repente, que encontrei o óculos que eu já vinha buscando há dias - e não fazia idéia de que era da Prada.
Oh god! E agora? Quanto deve custar? E o imposto? Gooooooood, help me!!!
Percebendo meu interesse uma das vendedoras veio até mim (aleluia!). Provei o tal óculos na cor lilás. AMEI! Perguntei o preço, pensei, pensei, pensei, fiz os cálculos para converter em reais, calculei novamente pra uma estimativa de quanto seria quando chegasse no Brasil. Comprar direto lá era um grande negócio. Pronto, comprei.
A vendedora bem esperta ouviu o casal de amigos e eu conversando em português e perguntou se éramos do Brasil e no meu sinal de positivo ela arriscou um "que bonito" e "obrigada". Ponto pra vendedora. Assim ela já abriu um sorriso e simpatizou conosco.
Voltando ao óculos: claro que escolhi o modelo mais caro, pois o da cor lilás era uma edição especial e limitada. Oh god! A moça foi buscar um novo no estoque. Voltou com o mesmo em mãos e disse que era o último da loja. Sem pensar duas vezes arrisquei um descontinho básico alegando que eu iria levar o último óculos lilás da loja para o Brasil, meu Brasil. Não deu outra: levei o óculos e ainda com desconto!
Saí feliz da vida e até ganhei um sorriso amarelo do meu amigo segurança/porteiro.
Prada
575 Broadway, Soho
New York

Beijo,
Débora.

2 comentários:

  1. Luciana Mutti de Moraisquarta-feira, abril 22, 2009

    ia escrever exatamente o q a cris escreveu! cadê o óculos?

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